Editorial: Debater sem medo de maiorias

Os “novos” órgãos autárquicos de Almeirim tomaram posse entre os dias 16 e 20 de Outubro, concluindo assim o processo Autárquicas 2017, que culminou com uma vitória gigante do Partido Socialista em Almeirim.

No último texto de opinião escrevi que agora, mais que nunca é importante que em Almeirim, as diversas forças vivas se juntem, ainda que do ponto de vista informal, para manter vivo o debate no concelho e para poder contribuir com ideias novas para Almeirim.

A política faz-se não só nos órgãos formais, mas também no dia-a-dia, na conversa entre presidentes e dirigentes de clubes, entre membros de associações culturais, entre estudantes e trabalhadores, etc etc.

O reeleito presidente da Câmara, Pedro Ribeiro, disse na tomada de posse: “digam-me quando não concordarem comigo”. Esse parece-me um bom ponto de partida para aquilo que se deve exigir aos que participam na vida diária de Almeirim.

O facto de se exigir mais para um clube ou associação, ou o facto de se estar mais ou menos próximo da autarquia porque isso é mais benéfico para a organização que se defende (de forma voluntária), não deve ser sinal de aproximação ou de distanciamento politico. Ou seja, o que se diz ou faz enquanto membro de clube ou de uma associação, não deve significar simpatia ou antipatia política, mas sim, única e exclusivamente, a defesa do interesse da instituição.

Em sentido inverso, não devem os órgãos autárquicos entender criticas, pedidos ou contribuições, como ataques pessoais ou políticos.

Se todos perderem esse “medo”, ainda que involuntário, certamente haverá mais debate, mais ideias e uma melhoria geral de todas as instituições que transportam o nome de Almeirim pelo país e pelo mundo fora.

Em suma, o debate não deve nunca, em situação alguma, ser prejudicado pela existência de uma maioria politica com capacidade de decisão que não dependa de outros e deve, pelo contrário, ser mais acutilante e mais assertivo quanto maior for essa maioria.

Nota final: Encerrado o capítulo Autárquicas 2017 resta-me agradecer a todos os leitores do jornal O Almeirinense/Almeirim2017.com que acompanharam com particular atenção este período.

2017@almeirim2017.com'

Fundador do Almeirim 2013 e Almeirim 2017. Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Responsável de comunicação de uma federação desportiva. Colabora ainda com meios de comunicação ligados à politica nacional, ao ténis e à tauromaquia.

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One Responseto “Editorial: Debater sem medo de maiorias”

  1. xarneco1@gmail.com' Carlos Bento diz:

    Quem estará disposto a lutar contra um sistema politico que tudo e todos domina? Neste momento vivemos num conceho cujo povo tudo aceita sob a egide de que não há melhor, apesar de se terem apresentado nos dois últimos mandatos, candidatos crediveis, impolutos, honestos, e, sobretudo competentes. Alguns candidatos idealmente ligados a partidos de esquerda e outros ex-militantes do PS, viram gorados os seus intentos, devido ao facto de não pertencerem ao partido da mãozinha. Bem pode a oposição juntar-se unindo todos os partidos, independentes e afins, que jamais vencerão o Futebol Clube P.S., pelo menos enquanto esta geração se mentiver viva e os mais novos se sujeitarem ao dobrar da coluna a fim de conseguirem um emprego, qaulquer licenciamento menos transparente ou quiçá, um farnel bem aviado. Ao olhar para os números, verifica-se que apenas 25% da população em condições de votar, deu o seu voto ao PS. Os restantes,cerca de 75%, com ou sem culpa, são obrigados a comer no prato que não escolheram. Como diria Mao Tsetung: Cada povo tem o governo que merece. Como não posso nem quero dissociar-me do (povo) tambem mereço, apesar de ter cumprido com o meu dever.

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