Entrevista com João Vinagre

João Ricardo Marques Correia Vinagre tem 37 anos, é casado e pai de uma menina com cinco anos. João Vinagre é natural de Almeirim e responsável de Manutenção num hipermercado local, tendo frequentado os vários níveis de ensino na Cidade. O candidato à Câmara Municipal de Almeirim pelo CDS frequenta a Licenciatura em Agronomia na Escola Superior Agrária de Santarém, participou em grupos no Carnaval de Almeirim e foi ainda dirigente desportivo do União Futebol Clube de Almeirim.

A candidatura do CDS é das que surge mais tarde. Considera que apesar disso, o CDS parte com boas hipóteses para estas eleições? O que é para o CDS um bom resultado?

A candidatura do CDS, nestas Autárquicas, não surgiu tarde, surgiu na altura que consideramos ter a condições reunidas para o fazer. Após as eleições de 2013, o CDS só ficou com 1 representante, por nós indicado, na Junta de Almeirim. Manter este eleito, será um bom resultado. Embora consideremos que essa representatividade não é suficiente, pois ambicionamos mais, sabemos bem as dificuldades do centro-direita/direita no concelho, mas também sabemos que existe uma grande força no concelho, mas tem optado por não ir votar, e é isso que queremos mudar.

O CDS e o PSD optaram por não repetir a coligação de 2013. Não teme o risco de perder o vereador eleito e de ambas as forças poderem sair assim prejudicadas?

Sempre que há eleições, esse risco está presente, qualquer que seja a força política. Todavia, se analisarmos os resultados eleitorais de 2013, a coligação não conseguiu reunir os votos que em separados tivemos. Podemos concluir que perdemos força de votos em coligação.

Pode o CDS beneficiar de alguma divisão no PSD?

Não sei se o PSD está dividido, sei que há muitas pessoas do PSD descontentes com o caminho que optaram, mas isso não me diz respeito. A única coisa que posso afirmar é que as candidaturas do CDS, aos vários órgãos são feitas por pessoas que acreditam que se pode fazer diferente e melhor. Sabemos que, nestas eleições, somos os únicos representantes do centro-direita/direita, no concelho. Posto isto, cabe-nos a nós defendermos esses eleitores, que nos darão um voto de confiança.

Depois de várias reuniões, o que faltou para chegar a acordo com PSD?

Repetir a coligação com o PSD, por si só, seria muito difícil, pois em 2013 os envolvidos eram outros, pelo menos pela parte do PSD. Digo difícil, não só por esse motivo, mas também porque os contactos entre as estruturas tiveram início em 2010. Durante este tempo foram abordados muitos temas, decididos os perfis, até chegar a nomes em conjunto. Ora, este ano isso não se verificou, não houve qualquer conversa sobre perfis dos candidatos, simplesmente foi dada a indicação, durante a reunião, que o PSD já tinha decidido que tinham uma candidata à Câmara, bem como à Junta de Almeirim e à Assembleia Municipal. Perante este cenário, o assunto da reunião passou a ser uma questão de posição, não havendo qualquer outro motivo para falar. Posto isto, e sendo claro que havia um grande envolvimento de muitas das pessoas que fizeram parte do MICA, e que muitas delas não partilham de forma alguma a nossa matriz, a decisão foi clara, não irmos juntos às eleições. Não quisemos, nem queremos abdicar da nossa matriz, pois acreditamos que pode levar o concelho Direito ao Futuro.

A escolha de João Vinagre foi a primeira opção?

O meu nome foi indicado, por muitos, como primeira opção. No entanto, tinha as minhas dúvidas, não por ter receio de ir a eleições, mas sim por querer terminar a minha licenciatura e organizar a minha vida, para depois, um dia poder colocar esta hipótese. Quis o destino e as circunstâncias, que fosse agora.

Quem gostaria que estivesse na sua lista e não está?

Por exemplo, o Daniel Gonçalves e o Mário Rosa, que por motivos profissionais não estão no País, outros por não terem disponibilidade na atualidade e outros ainda, porque tem atividade económica, e em alguns casos com a autarquia, receando sofrer represálias, caso se mantenha a atual gestão. Destes últimos, são aqueles que mais me custa ver afastados, não por indisponibilidade, mas por receio. Pena não funcionar a democracia que, a 25 do 4 de cada ano, comemoram e cantam-na, mas no noutros 364 dias não a praticam. Ainda assim, temos pessoas com motivação e com determinação.

Chegou a convidar ou pensar convidar Manuel Sebastião?

Não cheguei a convidar o Sr. Manuel Sebastião, mas pensei muitas vezes em o fazer. No entanto, não houve consenso para o fazer. Sabia também que ele só tinha aceite, em 2013, pelas pessoas que já estavam envolvidas e pela abrangência que se tinha conseguido.

O que é que o CDS sozinho pode acrescentar à oposição, que não conseguiu neste último mandato onde esteve coligado?

Reforçar, pois já houve algum trabalho feito pelos eleitos nestes últimos quatro anos, de alguns valores do CDS, Valores políticos, pela Democracia-Cristã, pela alternativa, pela política que representamos; Valores éticos, pela vida, pela ecologia, pela política subordinada à ética, pela transparência; Valores sociais, pela solidariedade social e responsabilização, pela sociedade, família, saúde, segurança e educação; Valores económicos, pelas atividades económicas, pelo mérito, pela justiça nos impostos locais.

Quais foram os maiores erros e as maiores conquistas do primeiro mandato liderado por Pedro Ribeiro?

Bom, posta a pergunta na forma do primeiro mandato, é assumir antes das eleições que irá ser reeleito, é colocar-se no lugar de cada um dos eleitores, podendo condicionar a sua votação. Em relação aos erros, podemos apontar a falta de empenho na busca de investimento, tanto na promoção como na criação de condições, para as atividades económicas. Falta de cuidados com os equipamentos e infraestruturas, como por exemplo, passeios, ruas, silos/ecopontos. Reduzir o tempo de pagamento a fornecedores, não se pode considerar uma conquista, mas sim uma obrigação.

Para o CDS, quais devem ser as prioridades para o concelho de Almeirim durante os próximos quatro anos?

Algumas das nossas prioridades passam por: – Políticas económicas, promoção das atividades económicas, de novas e das existentes; – Políticas pró-familiares, de incentivo à fixação das famílias do concelho e de novas, bem como à natalidade; – Políticas Sociais, maior abrangência e controlo nos apoios dados e mais diferenciados; – Políticas de Segurança, no apoio às forças de segurança, nos cuidados com as vias publicas; – Políticas de Saúde, promover o aumento dos profissionais de saúde do concelho; – Políticas Desportivas, melhorar e aumentar a oferta de espaços aos munícipes, não só para as coletividades/clubes.

Não ter candidatos em Benfica e na Raposa pode prejudicar?

A prejudicar é as populações. Temos pessoas nestas freguesias que partilham das nossas ideias, no entanto, não houve condições para podermos dar a hipótese destas populações terem o centro-direita/ direita representada nas suas Juntas.

Se a direita perder o vereador, coloca o seu lugar à disposição?

Ao ser candidato à Presidência da Câmara Municipal, foi com a certeza que este não era um projecto para uma eleição, mas antes o início de ciclo. Temos a certeza que só as Listas do CDS teriam a representatividade do centro-direita/direita no concelho. Sabemos que é uma luta difícil, mas acreditamos que é possível fazer diferente e melhor. Olhar para as populações, não como meros votos, mas como pessoas, com necessidades e preocupações, com objetivos, com Futuro. No dia 1 de outubro, não é o fim, é o início de uma caminhada. Não fique em casa, vote Direito ao Futuro.

2017@almeirim2017.com'

Fundador do Almeirim 2013 e Almeirim 2017. Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Responsável de comunicação de uma federação desportiva. Colabora ainda com meios de comunicação ligados à politica nacional, ao ténis e à tauromaquia.

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