“O concelho de Almeirim não tem tratado as Fazendas de acordo com a população que tem”

O jornal O Almeirinense/Almeirim2017 à conversa com o candidato do PSD/MPT à Junta de Freguesia de Fazendas de Almeirim, Carlos Bento.

O Almeirinense: O que é que o levou a aceitar este desafio?

Carlos Bento: Este é um grande desafio. Aceito desafios grandes onde eu veja que há alguma coisa a fazer de importante e em grande. As Fazendas é uma vila com sete mil habitantes, composta por Marianos e Paços Negros, e esses dois lugares têm sido também um bocado esquecidos para além das Fazendas em si como vila. Há muita coisa a fazer, pois esta gestão tem feito alguma coisa, não vou dizer que não tem feito nada, estaria a mentir, mas eu sei que é possível fazer mais, eu vejo que é possível fazer mais, eu vejo que as pessoas precisam de apoio, precisam de mais suporte social que não existe e também quero defender as Fazendas como freguesia e pôr as Fazendas num lugar mais alto em relação aquilo que se tem considerado no concelho de Almeirim. O concelho de Almeirim não tem tratado as Fazendas de Almeirim de acordo com a população que tem, portanto, tem tratado como tem tratado as outras freguesias mais pequenas e embora eu goste muito das outras freguesias, quem eu quero defender é as Fazendas. Esta freguesia não tem tido todos os recurso financeiros e apoios sociais que tem direito, não é a que merece, é a que tem direito e daí eu concorrer como independente para não ser o meu partido a dizer o que tenho de fazer. Eu já fiz saber ao PSD as minhas intenções, sou mesmo independente.

A: Nunca esteve ligado a algum partido político?

CB: Nunca fui ligado a nenhum partido político, nunca estive, nem penso estar, por enquanto, pode ser que as coisas se modifiquem um dia, como se costuma dizer “never say never”, mas vamos adiantar este meu projeto com base na minha independência política e na minha independência de quaisquer associações, de qualquer movimento social ou religioso, seja daquilo que for.

A: Tem alguma experiência política?

CB: A experiência política que eu tenho é a experiência de um comum cidadão, que vê que as coisas não correm bem e tenta movimentar-se, fazê-las mexer melhor e se reparar, para a Junta de Freguesia é melhor não ter experiência política, a experiência política às vezes leva-nos para onde nós não queremos ir.

A: E muito contribuiu também a sua experiência de vida…

CB: A minha vida foi passada no estrangeiro, entre a Europa (França) e os Estados Unidos, mais Estados Unidos que França. (…) Sempre me adaptei aos países onde vivi, sempre tentei adaptar-me, falar a língua local, fazer parte dos usos e costumes desses povos para tentar perceber como é que os outros vivem, como é que os outros vêm as coisas e deste modo consegui muita informação cultural e social. Adquiri uma grande experiência de associativismo, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, onde fui dirigente associativo. As coisas têm de se movimentar nesse sentido da experiência, da vivência de vida. Viver cá e conhecer pessoas, isso não se aprende nas universidades, aprende-se a parte técnica nas universidades, não o escondo, isso é um facto, mas não se conhece como é que um mexicano ou um americano come um hambúrguer, não se sabe como é que um francês abre uma garrafa de champanhe, são pequenos pormenores, embora hoje possamos usar os meios informáticos, mas não é a mesma coisa que viver no local, ouvir as pessoas falar, comentar e mostrarem como é que vivem.

2017@almeirim2017.com'

Fundador do Almeirim 2013 e Almeirim 2017. Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Responsável de comunicação de uma federação desportiva. Colabora ainda com meios de comunicação ligados à politica nacional, ao ténis e à tauromaquia.

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