Editorial: Todos contra um

Em 2013, Paulo Cafôfo concorreu à Câmara Municipal do Funchal numa coligação PS, Bloco de Esquerda, Partido Nova Democracia, Movimento Partido Terra, Partido Trabalhista Português e PAN.

Em 2013, Paulo Cafôfo conseguiu vencer as eleições autárquicas com 39,22% dos votos, contra os 32,4% do PSD, conseguindo assim “roubar” um importante bastião social-democrata.

Este ano, o líder da autarquia anunciou já a sua recandidatura, novamente com o apoio do PS, do BE, do PND, do MPT, do PTP, do PAN, ao qual se juntam ainda o Juntos Pelo Povo (partido madeirense), o Nós Cidadãos e o Partido Democrático Republicano.

Este tipo de cenário parece absolutamente esquizofrénico mas justifica-se à luz do contexto. Em Almeirim, um bastião socialista desde as primeiras eleições autárquicas democráticas, com excepção de um mandato, os partidos da oposição tardam em entender-se.

Por cá, nem a direita parece conseguir entender-se, nem existe a mínima abertura para uma coligação mais “fora da caixa” ou para a manutenção sequer de uma cara da oposição por um período mais alargado de tempo.

Com esta falta de estabilidade e falta de capacidade de entendimento, o Partido Socialista vai gerindo a sua vida interna tranquilamente, nunca tendo sido desafiado nas suas decisões e nos seus timings, por inércia dos partidos da oposição e que tem assumido o seu ponto alto este ano, onde a seis meses das eleições não é um conhecida uma cara alternativa à do actual presidente da câmara.

2017@almeirim2017.com'

Fundador do Almeirim 2013 e Almeirim 2017. Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Responsável de comunicação de uma federação desportiva. Colabora ainda com meios de comunicação ligados à politica nacional, ao ténis e à tauromaquia.

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