Editorial: Esperança

Em quatro anos muita coisa parece ter mudado no concelho de Almeirim no que diz respeito à nossa vida política. Em 2013 todos concorriam para ganhar, todos procuravam apresentar o seu candidato o mais cedo possível, todos marcavam presença em todas e quaisquer iniciativas.

Quatro anos volvidos, em 2017, o “disco” mudou e agora procura-se arrastar a apresentação de um nome, fala-se em projectos a longo prazo e estruturais para o concelho.

Muitas foram já as linhas escritas sobre a falta de candidatos, de ideias e de comunicação dessas ideias. Quero acreditar que, a cinco meses das eleições, com o Verão pelo meio, esse deixe de ser um “problema” e que a campanha possa efectivamente dar o tiro de partida.

No entanto, a demora na apresentação dos candidatos coloca aos partidos e/ou movimentos problemas de comunicação de difícil resolução. Ou seja, com este timming de apresentação de candidatos quais serão então os objectivos publicamente admitidos pelas candidaturas?

No Porto, onde a liderança de Rui Moreira parece muito difícil de bater, os candidatos estão na rua há vários meses, dando a conhecer os nomes mais preponderantes, focando-se em sectores específicos em busca de nichos de público que se identifiquem com os problemas.

A falta de espírito de iniciativa por parte dos partidos e/ou movimentos independentes é o primeiro sinal de falta de esperança num bom resultado e esse é um mau tiro de partida para umas eleições autárquicas, onde de quatro em quatro anos a população espera ideias alternativas.

2017@almeirim2017.com'

Fundador do Almeirim 2013 e Almeirim 2017. Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Responsável de comunicação de uma federação desportiva. Colabora ainda com meios de comunicação ligados à politica nacional, ao ténis e à tauromaquia.

Share this Post[?]
        


One Responseto “Editorial: Esperança”

  1. xarneco1@gmail.com' Carlos Bento diz:

    “população espera ideias alternativas” Ideias novas so’ podem vir do eleitorado PS, estao esgotadas as alternativas ao poder local, os competentes normalmente nunca apostam duas vezes no mesmo cavalo.

Leave a Reply