Editorial: Movimentos independentes

Se entre os partidos políticos a inércia é rainha e senhora destas eleições autárquicas até ao momento, excepção feita ao próprio Partido Socialista, entre os movimentos independentes a situação é ainda mais “negra”.

Depois de dois actos eleitorais onde um ou mais movimentos independentes assumiram um certo protagonismo no concelho, para 2017, entre os existentes parece não existir dinâmica para uma nova candidatura.

O MICA perdeu o vereador eleito em 2009 e a representação na Assembleia Municipal tem sido feita a espaços. A juntar a isso, a ida do cabeça-de-lista para o PSD de Almeirim parece ter sido a “machadada” final neste movimento que nasceu pelas mãos de Francisco Maurício e Armindo Bento, entre outros.

Já o Movimento Zé Gomes resultou de um episódio fugaz e os seus propósitos também se perderam rapidamente, infelizmente pelos piores motivos. A candidatura liderada pela ex-Chefe de Gabinete de Sousa Gomes, Rosa Nascimento, também não conseguiu eleger nenhum vereador em 2013 e a juntar a isso, meses mais tarde, Sousa Gomes acabou por falecer.

Assim, e tendo a actual situação dos dois movimentos independentes que em 2013 se apresentaram a eleições, parece pouco provável que se voltem a apresentar a sufrágio ainda para mais quando muitos dos seus protagonistas ou deixaram já a vida politica activa ou estão agora por outras paragens.

O surgimento de um novo movimento independente em Almeirim, ou o aproveitamento de um dos existentes teria apenas capacidade de mobilização com o aparecimento de um candidato “fora-da-caixa”, mobilizador e com trabalho mostrado no concelho ao longo dos últimos anos, algo que, tendo em conta a proximidade do acto eleitoral e a inércia da oposição, parece pouco provável. No entanto, em politica, o que hoje é mentira amanhã pode ser já uma verdade…

2017@almeirim2017.com'

Fundador do Almeirim 2013 e Almeirim 2017. Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Responsável de comunicação de uma federação desportiva. Colabora ainda com meios de comunicação ligados à politica nacional, ao ténis e à tauromaquia.

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One Responseto “Editorial: Movimentos independentes”

  1. xarneco1@gmail.com' Carlos Bento diz:

    Caro Miguel Dias, boa leitura da actualidade politica, contudo, quando um grupo apartidario se apresenta a eleicoes, conotado com larga experiencia profissional, tecnicamente competente para cuidar de qualquer ramo socio-economico, conhecedores produndos das maleitas que assolam o progresso do seu concelho e com o objectivo obstinado em criar condicoes que possam incrementar a melhoria na estagnacao em que nos encontramos, devido ao servilismo politico que trava e contrapoe os interesses partidarios em detrimento do essencial, depois do resultado eleitoral humilhante, qualquer bem intencionado concorrente, guarda a guitarra na caixa e deixa que cada um tenha os dirigentes que merecem, como diria Mao Tse-Tung.

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