Editorial: Assembleias Municipais

Decorreu na Quinta-Feira, 23 de Fevereiro, mais uma Assembleia Municipal de Almeirim, que é oficialmente o órgão máximo do concelho, embora sem poder executivo.

Ao longo dos últimos anos tem sido notório um decréscimo do número de pessoas que assistem às reuniões deste órgão e para isso contribui não só a natural falta de interesse pela vida politica, tão comum em Portugal, mas também um conjunto de detalhes que podiam ajudar a fomentar este tipo de participação.

Em primeiro lugar, as reuniões podem ser agendadas para Sexta-Feira, dia em que os que estão fora durante a semana regressam ou que aqueles que trabalham durante a semana têm a possibilidade de ficar até mais tarde.

De seguida, o período de intervenções do público deve ser alterado para o inicio da sessão e não para o fim, desmotivando assim os poucos que têm interesse em intervir e participar activamente nas sessões.

Ao nível da promoção, deve a autarquia divulgar mais activamente as convocatórias, colocando-as atempadamente no seu site e divulgando através dos canais que diligentemente utiliza noutras causas.

Por fim, tendo em conta o local onde se realizam as sessões, é ainda possível a transmissão online das mesmas, possibilitando assim a todos os almeirinenses que possam acompanhar os trabalhos.

Certo é, que este tipo de mudanças podem não provocar grandes mudanças ao nível de assistência, mas aí, a “bola“ está já do lado da população e não da autarquia.

2017@almeirim2017.com'

Fundador do Almeirim 2013 e Almeirim 2017. Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Responsável de comunicação de uma federação desportiva. Colabora ainda com meios de comunicação ligados à politica nacional, ao ténis e à tauromaquia.

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2 Responsesto “Editorial: Assembleias Municipais”

  1. xarneco1@gmal.com' Carlos Bento diz:

    Convem manter as cortinas corridas, nao va’ alguem ter conhecimento do que nao deve.

  2. Durante três mandatos, fui membro da Assembleia de Freguesia de Almeirim. A minha maior tristeza foi constatar que, nesses quase 12 anos, se contaram pelos dedos das mãos os Almeirinenses que compareceram às sessões (excepção feita a uma sessão realizada na Tapada e que contou com uma enorme afluência de fregueses).
    No entanto, no início do presente mandato, julguei que algo fosse ser alterado, uma vez que a JF Almeirim passou a publicar os editais na sua página do Facebook. Mas parece que ficou só pelos primeiros tempos…
    Podem afirmar que há falta de interesse da população. Há sim! Mas há, sobretudo e essencialmente, falta de interesse por parte dos órgãos autárquicos em publicitar a realização das suas sessões.

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